História do Barman

        No dia 04 de outubro é celebrado o dia do barman, essa figura tão especial e cativante que faz parte de nossas vidas muitas vezes sem percebermos. No nascimento de um filho, onde a comemoração exige um drink alegre, pra cima, que faça transparecer toda a felicidade que você, sua família e seus amigos estão sentindo naquele momento único. Na hora de uma paquera, em que toda a tensão e  falta de confiança não podem ser notados, e que requer uma bebida relaxante, que o faça transmitir segurança em cada palavra pronunciada ao seu “alvo”. Ou até mesmo nos momentos ruins, onde problemas pessoais, financeiros e afetivos clamam por um drink mais forte, uma verdadeira “pancada” etílica, o barman está lá, sempre disposto a servi-lo e ouvi-lo.
A origem do termo “Barman”
        Nos anos 30, os Estados Unidos ainda sofria dos males provocados pela monstruosa crise econômica de 1929, cujo principal era o desemprego. Com a auto-estima destruída (e o já conhecido ego afetado), a população norte-americana passou a abusar do consumo de medicamentos e bebidas alcoólicas, o que aumentou consideravelmente o número de suicídios e problemas de saúde.
        Com isso, o governo americano implantou a chamada “lei seca”, medida que proibia a produção, o comércio e o consumo de toda e qualquer bebida alcoólica no país, o que mais tarde tornou-se uma lei. Mas a medida não surtiu o efeito esperado:  o consumo de bebidas continuou, mas dessa vez na ilegalidade. O comércio de álcool foi parar nas mãos da máfia, que usavam de todo privilégio político e imponência social para contrabandear e comercializar bebidas.
            É justamente nesse momento que surge a figura do barman. Na época, os bares ilegais eram montados em porões secretos e barrados por portas de aço. Nesses locais a bebida era vendida livremente, e um homem de confiança da máfia era o responsável por servir os clientes, bem como cuidar das tarefas referentes ao bar. Além de toda responsabilidade organizacional, o barman era um jogador, dissimulado, elegante (daí os trajes clássicos usados até hoje) e discreto, sem contar o raciocínio rápido e a criatividade apurada.
        Por falar em criatividade, reza a lenda que em certa batida policial em um desses porões, o barman, antecipando-se ao “baculejo” dos homens de farda, adicionou uma porção de suco de laranja aos copos de vodka que estavam sendo servida aquela noite. Ao ser questionado sobre o que era aquele líquido amarelado no copo, ele respondeu prontamente: “suco de laranja”. Pronto, estava feito (teoricamente) o primeiro coquetel do mundo.
Vodka + suco de laranja…primeiro coquetel do mundo?
         Ser Barman (ou Bartender, você escolhe) não é só misturar bebidas, é algo que sobrepõe fazer coquetéis. Na verdade, preparar drinks saborosos é uma obrigação de todo barman. O diferencial está no desempenho.
            Dessa maneira, o bom barman deve definir seu estilo, o que influencia diretamente não só no perfil dos drinks executados, mas também no seu estilo próprio (penteados, roupas, acessórios). A performance é conseqüência da escolha de seu estilo, e é passo fundamental na apresentação visual de seu trabalho.
Os tipos mais conhecidos de barman são:
O clássico
        Ele conhece a origem das bebidas, sua composição, suas propriedades, sua história, suas características, seus efeitos no organismo e seu infinito potencial gastronômico. Sabe preparar coquetéis internacionais bem como criar suas próprias receitas, decorá-las e servi-las de maneira coerente.
        Geralmente são os profissionais com mais tempo no segmento. Usam trajes sociais (tradição herdada da máfia) e freqüentemente falam mais de um idioma, o que os favorece em uma possível carreira internacional.
O mixologista